quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

É TEMPO DE VOLTAR PRA CASA



Lucas registra no cap. 15 do seu Evangelho, uma das parábolas contadas por Jesus que, sem dúvida é a mais conhecida e emocionante de tantas quantas foram contadas pelo Senhor Jesus. Trata-se de um jovem que mesmo vivendo numa confortável casa, em companhia do seu pai e de um irmão mais velho onde, pela análise do referido texto, percebemos que não lhe faltava absolutamente nada. Todavia, ele não se sentia realizado, satisfeito e feliz. Seu coração alimentava o desejo de conhecer outras terras, novas pessoas, fazer novos amigos e vivenciar novas experiências. Movido por esses anseios do coração, pediu ao pai a sua parte da herança que lhe cabia. E o pai, mesmo ainda vive, e certamente pesaroso, repartiu os haveres aos quais ele tinha direito. Após alguns dias o jovem reunindo tudo quanto tinha partiu, na busca de uma nova terra e de novas aventuras, descobertas e experiências. Realmente encontrou o que procurava: novos amigos, novos prazeres. Realmente algo muito diferente daquilo que até agora ele havia conhecido e experimentado. Porém, o inesperado aconteceu. Após haver gasto tudo possuía numa vida dissoluta e devassa, ocorreu uma grande fome na terra onde ele se encontrava. Agora, sem dinheiro, sem os “amigos” que o dinheiro faz, começou a passar fome. Tornou-se um “morador de rua.” As portas antes abertas, agora estavam fechadas. Pede, súplica, mas ninguém lhe dá nada. Finalmente consegue um emprego: apascentar porcos, e faminto, deseja comer do alimento que dava aos suínos, porém até isso lhe era negado. E aí, no silêncio da escura e fria noite, tendo como fundo o roncar dos porcos e o odor dos chiqueiros ele, que já havia caído tanto, agora tem a oportunidade de “cair em si mesmo” e de fazer um balanço de sua vida e ao fazê-lo, resolve voltar para a Casa do Pai, disposto a abrir mão da condição de filho e ser recebido apenas como um empregado diarista. Preparou um discurso para transmitir ao seu pai e assim resolvido, levantando-se rumou em direção à casa paterna. Seu pai, que a cada manhã, à tarde e à noite olhava até a curva da estrada, viu quando o seu filho aparecia, lá ao longe, e saiu ao seu encontro o abraçou e o beijou. E quando o filho começou a falar aquilo que havia preparado, foi interrompido pela ordem dada aos criados que lhe fossem dadas as melhores roupas, sandálias para os pés e um anel para o seu dedo.
        Essa é não uma história qualquer. Ela é a história do homem, aqui representado na figura deste jovem. Do homem que, criado à Imagem e Semelhança de Deus, para viver com Ele adorando-O e servindo-O, numa vida realizada e feliz resolveu, por um ato de desobediência, viver a sua própria vida, curtindo os prazeres mundanos e carnais e assim, virando as costas para o seu Criador e, por  conseqüência, perdendo a sua vida espiritual, restando-lhe apenas uma existência de trabalho, suor e lágrimas. Mas “Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós mortos em nossos delitos e pecados, enviou-nos o Seu Filho Unigênito, Jesus Cristo, a fim de levar-nos de volta para Ele. (Efésios 2.Vs. 4,5 e João 3.16,17).
       Meu caro leitor, hoje é tempo de voltar para Casa do Pai. O Caminho e a Porta permanecem abertos e estão à sua espera. (Veja João 14. Vs. 6 e 10.Vs.9.) Na  Casa do Pai há uma nova roupagem, a da justiça de Deus, e novos calçados para os pés, o Evangelho da Graça, e anel para o seu dedo que o identifica como fazendo parte da Família  de Deus.   (Ver Efésios 3.Vs. 19;  6. Vs. 13-17)

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

PARA PENSAR



“PARA PENSAR”

            Todos nós, cristãos evangélicos, que cremos que a Bíblia é a Palavra de Deus e a estudamos e conhecemos o seu ensino, concordamos que uma das Palavras Chaves da Vida Cristã, é: PARTICIPAÇÃO. Nossa própria salvação ocorre quando, pela fé, nos tornamos participantes da vida de Cristo Jesus. Ver Hebreus 3. Vs. 14; 2 Pedro 1.Vs. 4. Cristão é aquele que tem parte com Cristo, que está em Cristo e é, por essa razão, uma nova criatura. Ver João 13.Vs. 8; 2; Romanos 1. Vs. 5 e Coríntios 5. Vs. 17.
            Quem é participante de Cristo torna-se membro do Seu Corpo que é a Igreja. Ver Colossenses 1. Vs. 24. Em uma igreja local, que é parte da Igreja de Jesus Cristo, a PARTICIPAÇÃO, o envolvimento de todos os seus membros é de fundamental importância para o seus crescimento espiritual e numérico. Ver Atos
2. Vs. 42 - 47. No corpo humano todos os membros e órgãos atuam de forma conjunta e coordenada, e o resultado é o fortalecimento de todo o corpo. Assim é na igreja onde, como membros do Corpo de Cristo e membros uns dos outros, precisam agir. Ver 1 Coríntios 11. Vs. 25 – 27.

MÚSICA, BALSAMO DA ALMA



             Música é arte. Arte que se nomeia entre as primeiras da história e criação humanas.  Em Gênesis 4.Vs. 20, 21 está registrado que “Ada, esposa de Lameque, deu à luz a Jabal: este foi pai dos que habitam em tendas e possuem gado. O nome do seu irmão era Jabal: este foi o pai de todos os que tocam harpa e flauta.” Música é harmonia, melodia e rítimo. É som que embala a alma e encanta o coração. A música está presente em todo o Universo. Há música nos astros e nas estrelas (Jó 38. Vs.6). Há música no vento; nas ondas do mar quebrando na praia; na água que jorra nas cachoeiras ou quando escoa serena pelos rios e riachos. Há música no caudal dos grandes rios; no nascer do sol; no cair da tarde; nas sombras da noite; nos pingos da chuva no telhado e nos fortes trovões. Há música no canto dos pássaros e no sorriso das crianças.
            As Escrituras Sagradas, nosso referencial de fé e prática, é um Grande Hinário. Nelas, entre outros, temos, o: Cântico de Moisés ( Êxodo 15.); de Débora  (Juizes 5), o cântico de Davi (2 Samuel 22); o Magnificat de Maria (Lucas 1.Vs. 40-55), de Zacarias (Lucas 1. Vs. 67-76); o cânticos do anjos (Lucas 2.Vs. 13,14) Nelas, as Escrituras, temos: o cântico novo (Salmo 96.Vs. 1); o cânticos “dos que esperam confiantemente no Senhor.” (Salmo 40. Vs. 1-3). Os cânticos de Sião vararam fronteiras (Salmo 137. Vs.3). Quando Ciro, fundador do Império Persa assinou o decreto que autorizava o regresso do Povo de Israel, do cativeiro babilônico, para a  sua terra (2 Crônicas 36.22,23), o poeta sacro escreveu: “ Quando o Senhor Deus nos trouxe de volta para Jerusalém, parecia que estávamos sonhando. Como rimos e cantamos de alegria.” (Salmo 126.). Na reforma do Templo e na reorganização do Culto, nos dias de Neemias, dentre as medidas tomadas foi a de organizar dois Coros para entoarem os cânticos do Senhor. (Neemias 12.Vs.24). O apóstolo Paulo escrevendo aos crentes da Igreja de Éfeso, recomendava: “Falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais.” (Efésios 5. Vs.19).
             Há um adágio que diz: “Quem canta, seus males espanta!” Nós, porém, dizemos: “Quem canta ao Senhor, seus males, sustos e medos, espanta!” O profeta Isaias declara: “Os resgatados do Senhor voltarão e virão a Sião com cânticos de júbilo; alegria eterna coroara a sua cabeça; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido.” (Isaias 35. Vs. 10). E Neemias completa dizendo: “(...) porque a alegria do Senhor é a nossa força.” Cap. 8.Vs. 1

PRECONCEITO X CONCEITO




                             “Porque para com Deus não há acepção de pessoas.”
                               Romanos 2.Vs.11.
            Fui inquirido, ao ministrar numa classe de Escola Bíblica Dominical, sobre algumas questões que envolvem preconceitos, discriminações, etc. Como me parece ser um tema, um assunto atual, desejo colocar aqui, nesta minha Palavra Pastoral , meu entendimento e posição sobre essa questão: “Preconceitos X Conceitos.” Começo com as respectivas definições: Preconceito (s.m.) “Conceito antecipado; opinião formada sem reflexão.” Conceito: (s.m.) “Idéia, objeto concebido pelo espírito; opinião.”
            Tomando por base sua definição, considero o preconceito como uma atitude que deve ser evitada, por constituir-se numa opinião não pensada, numa idéia não refletida. Já o conceito é fruto de uma idéia concebida pelo espírito, avaliada, pensada, refletiva. Eu me considero uma pessoa não preconceituosa, porém, tenho os meus conceitos definidos sobre várias questões, fruto da análise das fontes, das bases e da natureza de cada um deles. Creio que o conceito é válido e necessário. Precisamos ter idéias bem definias, sabendo diferenciar o bem do mal, o certo do errado, o falso do verdadeiro, o justo do injusto, o legal do ilegal, o lícito do ilícito. Aliás, como todos os cristãos evangélicos (e não evangélicos), tenho, à minha disposição, a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, que se constitui em “nossa única regra de fé e prática.” Nela temos a orientação necessária para sabermos como devemos viver. É isso que  Paulo nos diz: “Pois toda a Escritura Sagrada é inspirada por Deus e é útil para ensinar a verdade, condenar o erro, corrigir as faltas e ensinar a maneira certa de viver.” 2 Timóteo 3. Vs. 16. E o apóstolo nos diz mais: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas.” 1 Coríntios 6. Vs. 2. O proceder do cristão evangélico deve ter por base e referencial, o que o mesmo apóstolo Paulo, nos recomenda: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que respeitável tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.” Filipenses 4. 8.
          O cristão evangélico não é um preconceituoso, porém também não é “uma Maria vai com as outras.” Ele tem conceitos e posições definidos e balizados pela Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada. Não julga os que pensam e precedem contrariamente aos princípios exarados na Palavra de Deus e por ele aceitos, porém, se julga no direito de não compactuar com os que agem dessa forma. Isso inclui o homoxessualimo; o lesbianismo; o racismo; as drogas e o alcoolismo e não os homossexuais, as lésbicas os racistas, os alcoólatras e os dependentes, como pessoas que são livres e responsáveis, por suas decisões, opções e práticas. Afinal, O Senhor Jesus Cristo foi constituído por Deus, o Pai, como Juiz que há de julgar os vivos e os mortos. Ler Atos 17. Vs. 30,31.

UM OUTRO EVANGELHO




            Escrevendo sua Carta aos crentes das igrejas da Galácia, após a sua breve saudação, Paulo revela sua preocupação pelo comportamento deles, ao declarar-lhes: “Estou muito admirado com vocês, pois estão abandonando tão depressa aquele que os chamou por meio da graça de Cristo e estão aceitando um outro evangelho.” Gálatas 1. Vs. 6. Chama a nossa atenção o fato do apóstolo, após sua saudação mostrar-se, não apenas admirado, mas profundamente preocupado com o comportamento dos membros daquelas igrejas, em relação ao Evangelho que eles haviam recebido. Certamente que sua fidelidade a Cristo bem como à Palavra de Deus, como a sua responsabilidade para com o Ministério que havia recebido do Senhor, o levaram a usar essa linguagem direta e franca. Creio que podemos entender a expressão: “tão depressa” como significando: “trocando rapidamente.” (Mof, citado em o Novo Com. da Bíblia). O fato que provocou essa dura advertência de Paulo aos gálatas se deu por volta dos anos 49 d.C. Imaginem como se sentiria o apóstolo, ao qual foi dado o privilégio de conhecer e revelar o Mistério da Igreja, (Efésios 2. Vs. 11 a Cap. 3.Vs. 1-13), diante do que vem ocorrendo em muitas de nossas igrejas?
          O que assistimos hoje ultrapassa, em muito, aos problemas criados pelos judaizantes nos dias de Paulo. As pressões que as nossas igrejas estão sofrendo são muito maiores e mais graves que a questão da “circuncisão e observância dos preceitos da Lei” que os aludidos judaizantes tentavam impor às igrejas. São as questões da união homossexual; do aborto; da ordenação de mulheres para o Presbiterato; da Ceia do Senhor aberta a crentes, não-crentes e crianças; é a pregação de uma fé utilitária que aponta somente para o aqui e o agora. Um evangelho que não envolve arrependimento, renúncia, porta estreita e caminho apertado. Um evangelho sem Cruz (Filipenses 3. Vs. 18), sem Sangue Remidor. Um evangelho do fazer e não do ser. Um evangelho que promete riquezas terrenas e que ignora  a advertência de de Jesus sobre as “traças e a ferrugem.” Um evangelho que faz de Jesus um “repartidor de bens puramente materiais (Lucas 12.Vs. 14). Um evangelho que gera igrejas que não mais têm Escolas Bíblicas Dominicais, porque a Bíblia se tornou num mero “adereço” e não é mais, pelo menos para elas, a “única e infalível regra de fé e prática.” Igrejas que se tornaram em Empresas não com o fim de ganhar almas para Cristo e fazer crescer o Reino de Deus, mas para produzir poder econômico e político. Igrejas cujos pastores são também grandes empresários. Igrejas que barganham com o mundo esquecendo que “a amizade do mundo é inimiga de Deus.” (Tiago 4. Vs.4) Sem dúvida vivemos o período Histórico-Profético descrito na Sétima Carta do Apocalipse Cap. 3, onde Cristo está fora da porta da igreja. Igreja que bate no peito e declara: “Somos ricos, estamos bem de vida e temos tudo o que precisamos.” Vs. 1, o que mostra que caminhamos rumo a um cristianismo sem Cristo.
Em suma, caros leitores, a situação atual é tão crítica que até o Chefe da Igreja Católica Apostólica Romana. Igreja que é mais Mariana que Cristã e Apostólica não agüentou a pressão e “jogou a toalha.” É lamentável, porém é a realidade.

                           


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

PARA SER APÓSTOLO



“Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para ser apóstolo, separado para o Evangelho de Deus.” Romanos 1. Vs.1.
            O Senhor Jesus, após a sua Ressurreição e antes de sua ascensão aos céus, ordenou aos seus discípulos, dizendo-lhes: “Eis que envio sobre vós a promessa de meu Pai; permanecei, pois, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder.” Lucas 24. Vs. 49. E o mesmo Lucas registra, em Atos 1. Vs. 14: “Todos estes perseveravam unânimes em oração, com as mulheres, estando entre elas Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele.” Naqueles dias, continua Lucas, Pedro levantou-se no meio dos irmãos, cerca de 120, ali reunidos e tomando a palavra propôs que fosse eleito alguém dentre eles, para ocupar o lugar de Judas Iscariotes que havia traído a Jesus e se enforcado, posto haver uma profecia, no AT, que dizia: “Fique deserta a sua morada e não haja quem nela habite; e tome outro o seu encargo.” Lucas 1. Vs. 20. E acrescentou: “É necessário, pois, que dos homens que nos acompanharam todo o tempo que o Senhor Jesus andou entre nós, começando no batismo de João, até o dia que dentre nós foi levado às alturas, um destes se torne testemunha conosco da sua ressurreição.” E indicaram José, chamado Barsabás e Matias  que foi o escolhido, sendo então votado e passou a tomar lugar entre os onze. (Ver Atos 1. Vs. 20- 26).
         Esta eleição, no entanto, foi nula de fato e de direito, pois a ordem de Jesus era clara: Ficar na cidade (Jerusalém) até a descida do Espírito Santo que operaria o “parto” da Igreja, ou seja, torná-la-ia visível e passaria a conduzi-la. (Ver Atos 2. 5-12.) Segundo, porque o substituto de Judas já havia sido escolhido por Deus, antes do seu nascimento. (Ver Gálatas 1. 15). É bom ter em mente que Paulo teve a sua autoridade apostólica questionada exatamente, segundo os seus opositores, por não cumprir os pré-requisitos, as condições básicas para ser considerado Apóstolo, quais sejam: “Ter sido testemunha ocular da vida e ministério de Jesus, desde o seu batismo até à sua ressurreição e ascensão e, naturalmente, ter aprendido sobre o Evangelho com Ele.” Por essa razão Paulo se apresentava como um “abortivo”, ou seja, nascido “fora de tempo”, porém afirma que o “Evangelho por ele anunciado não fora aprendido de homem algum, mas mediante a revelação de Jesus Cristo.” (Ver Gálatas  1. Vs. 11, 12). É bom lembrar que Paulo, após a sua conversão, fato ocorrido na estrada para Damasco (Atos 9. Vs. 1-19) passou três anos no deserto, nas regiões da Arábia (Gálatas 1.Vs. 15-17), onde,sem dúvida, viveu a experiência descrita em 2 Coríntios 12. Vs. 1- Assim, irmãos, fica claro que o quadro apostólico Neo-testamentário, é compostos por doze homens, separados por Deus, para representar a Igreja ao lado dos doze representantes do povo de Israel, com os quais formam os vinte e quatro Anciãos. Ver Apocalipse 4.Vs. 4. O fato de haver, por exemplo, de Barnabé como apóstolo (Atos 14.14) tem relação com Atos 13. 1-3, onde encontramos o registro da separação de Barnabé e Paulo, para uma incursão missionária. É bom saber que apóstolo significa: “Mensageiro e ou enviado.”  É nesse contexto que Barnabé e outros, são chamados de apóstolos.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

A ETERNIDADE DE DEUS E A TRANSITORIEDADE DO HOMEM



                “(...) Porque tudo passa rapidamente, e nós voamos.” Salmo 90. Vs. 10. 

            Moisés, o grande líder do povo de Israel, é o autor deste Salmo que é, na verdade, uma Oração. Seu tema é a Eternidade de Deus e a transitoriedade do homem. Deus, com o qual ele manteve uma profunda comunhão é Aquele que formou a terra e o mundo. É a Causa não causada. Aquele que antes que os montes nascessem,  já Era Deus. O Criador e sustentador de todas as coisas. O Deus que é de Eternidade a Eternidade. Para Moisés, Deus é O Princípio de tudo, como ele mesmo escreveu em Gênesis 1. Vs. 1. “No começo Deus criou os céus e a terra.” Todavia, esse Deus transcendente, segundo a própria experiência de Moisés, “é refúgio de geração em geração.”Ou seja, é um Deus imanente e accessível ao homem.
            Gostaria de convidá-lo há pensar um pouco sobre esse Mistério: O Deus Eterno e transcendente torna possível a nossa comunhão pessoal com Ele. Nós, seres transitórios, comparados com “a relva que floresce de madrugada: de madrugada viceja e floresce; à tarde murcha e seca.” (Vs.5). O que Moisés procura nos mostrar nessa sua conversa com Deus é que nós, homens frágeis somos o objeto do Amor, da Graça e dos cuidados Dele. Ele nos conhece, sabe das nossas necessidades. Deus é o Senhor do tempo. (Vs. 3). Nada se furta ao seu conhecimento e ao seu poder. Por essa razão Ele nos oferece a oportunidade de:

Ø      Saber contar os nossos dias de modo a alcançarmos um coração sábio, Vs. 12:
Ø      A experimentar a sua compaixão, Vs. 13:
Ø      A gozar da sua benignidade e a cantarmos de júbilo, Vs.14:
Ø      A alegrarmo-nos, mesmo na adversidade dos dias maus. Vs. 15;
Ø      A conhecer as suas Obras maravilhosas e contemplar nelas a Sua Glória, Vs. 16;
A ter sobre nós a proteção da sua Graça e ver as nossas obras de nossas mãos, confirmadas  por Ele, Vs. 17.
                        Porque podemos afirmar que tudo isso é possível a nós? A resposta é simples, pois se não fora assim, o sábio e experiente Moisés não estaria rogando ao Senhor essas bênçãos. Sua certeza, sua convicção de que tudo isso é possível estava fundamentada no seu conhecimento de Deus. Do Deus com o qual convivera cerca de oitenta anos. Vendo o seu Poder, experimentando da Sua Graça,  gozando do seu Amor e da sua Fidelidade. Tudo isso torna o seu testemunho confiável, pois quando ele fala de Deus, fala fundamentado em suas experiências pessoais com Ele.