terça-feira, 4 de junho de 2013

TODOS PECARAM



              As mais de trezentas mil pessoas que lotavam a Praça de São Pedro, em Roma, foram tomadas de um misto de espanto e surpresa ao ouvirem dos lábios do Papa Francisco: “que ele havia cometido pecado.” Tal atitude revela a total e absoluta falta de conhecimento Bíblico, por parte dos romanistas. Salomão ao orar em favor do seu povo, diz: “Quando eles pecarem contra Ti - e não há ninguém que não peque.” 1 Reis 8. 46. O mesmo Salomão, em Eclesiastes 8. Vs. 20 declara:
 “Não há homem justo sobre a terra, que faça o bem e nunca peque.” E Paulo afirma: “... pois já temos demonstrado que todos, tanto judeus como gregos (gentios) estão debaixo do pecado.” “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus.” Romanos 3. 9, 23. A causa dessa dura realidade foi a desobediência de nossos primeiros pais, como nos mostra Paulo: “Porque pela desobediência de um só homem, entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens porque todos pecaram.”  Romanos 5. 12. Ver Vs. 19.
            No entanto, a maravilhosa mensagem do Evangelho, nos mostra que Jesus veio  ao mundo para, por meio de sua morte na cruz, pagar o preço de nossa libertação, como nos mostra o mesmo apóstolo: “Mas a misericórdia de Deus é muito grande, e o seu amor por nós e tanto, que, quando estávamos espiritualmente mortos por causa da nossa desobediência, (pecado) ele nos trouxe para a vida que temos em união com Cristo. Pela graça sois salvos.” Efésios 2. 4, 5. (BLH)  A grande diferença é  que todo aquele que é nascido de Deus não tem prazer e não vive na prática do pecado. 1 de João 5.18. Pois “este não tem mais domínio sobre ele.” Romanos 6.14, 23. Somos pecadores? Sim! Porém, pecadores salvos e libertados da condenação do pecado e da morte. “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da vida em Cristo Jesus nos livrou da lei do pecado e da morte.”Romanos  8. Vs. 1

PARA PENSAR



“O poder de Deus nos tem dado tudo o que precisamos para viver uma vida que agrada a Ele, por meio do conhecimento que temos daquele que nos chamou para tomarmos parte da sua glória e bondade.” 2 Pedro 1. Vs. 3.


             Todos nós, cristãos evangélicos, que cremos que a Bíblia é a Palavra de Deus e a estudamos e conhecemos o seu ensino, concordamos que uma das Palavras Chaves da Vida Cristã, é: PARTICIPAÇÃO. Nossa própria salvação ocorre quando, pela fé, nos tornamos participantes da vida de Cristo Jesus. Ver Hebreus 3. Vs. 14; 2 Pedro 1.Vs. 4. Cristão é aquele que tem parte com Cristo, que está em Cristo e é, por essa razão, uma nova criatura. Ver João 13.Vs. 8; 2; Romanos 1. Vs. 5 e Coríntios 5. Vs. 17.
         
            Quem é participante de Cristo torna-se membro do Seu Corpo que é a Igreja. Paulo afirma: “E pôs todas as coisas debaixo dos  seus pés e, para ser o cabeça sobre todas as coisas,o deu à Igreja, a qual é o Seu Corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas.” Efésios 1. Vs. 15, 16.  Em uma igreja local, que é parte da Igreja de Jesus Cristo, a participação, o envolvimento de todos os seus membros é de fundamental importância para o seu crescimento espiritual e numérico. Ver Atos  2. Vs. 42 - 47. No corpo humano todos os membros e órgãos atuam de forma conjunta, coordenada e harmoniosamente, e o resultado é o fortalecimento de todo o corpo. Assim é na igreja, onde, como membros do Corpo de Cristo e membros uns dos outros, precisam agir. Ver 1 Coríntios 11. Vs. 25 – 27.

           A Igreja não é uma simples organização. Ela é um Organismo Vivo. E vida envolve ação, dinamismo e frutos. Somos salvos não pelas obras, porque estas não produzem frutos. Só Vida produz frutos. Isso fica bem claro quando examinamos a figura da Videira. Nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo, declara: “Eu sou a videira, vós os ramos. Quem permanece em mim e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.” João 15. Vs. 5. Em Cristo e por meio da Nova Vida que recebemos quando estamos unidos com Ele, vivemos uma vida real, concreta e útil. Vida que gera comunhão, serviço e frutos. Vida que glorifica o Pai e promove o crescimento do Seu Reino e nos autentica diante do mundo, como sendo verdadeiros discípulos de Jesus Cristo, como Ele mesmo declara: “Nisto é glorificado meu Pai, em que deis muito fruto; e assim vos tornareis meus discípulos.” João 15. Vs. 8.
                                


sexta-feira, 31 de maio de 2013

O MINISTÉRIO PASTORAL FEMININO À LUZ DO CONTEXTO BÍBLICO



                                                                      (Opinião)

            Desejo congratular-me com o colega Pastor Hildebrando Costa Santos Filho, pelo seu excelente artigo sobre o tema acima. Cumprimento também à direção de O Cristão, na pessoa do seu Diretor, Pastor Jair, pela sábia iniciativa de colocar em debate o referido tema. Lamento, no entanto, que a União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil esteja colocando na pauta de sua próxima Assembleia Geral este assunto, pela terceira vez, tendo em vista já ter sido recusado por voto da maioria, nas duas primeiras oportunidades. Acompanho e aplaudo ao Rev. Hildebrando pela sua lucidez, convicção e acerto, ao afirmar: “A Ordenação feminina ao ministério pastoral, é um equívoco bíblico, teológico e histórico praticado pela Igreja Contemporânea.” Concordo, Ipsis-Litteres, com a sua assertiva: “Deus separa pessoas do gênero masculino (homens) para realizar a administração da igreja física que Ele, em Jesus Cristo, a Pedra Angular, fundou a partir do dia de Pentecostes.” E assino em baixo de sua clara, teológica, bíblica, concisa e firme afirmação, que: “A exclusividade dos homens para o exercício do ministério pastoral só deve ser entendida como consequência da soberania de Deus.”  

                                  (Ministro Jubilado da IPB e UIECB)

DEMOCRACIA OU ARISTODEMOCRACIA



Considerando os fatos divulgados diariamente pela Mídia, sou por entender que nosso país vive não uma Democracia: “Governo do povo; regime político que se fundamenta nos princípios da soberania popular e da distribuição eqüitativa do poder, pela divisão dos poderes e pelo controle da autoridade, isto é, dos poderes de decisão e execução”, mas uma Aristodemocracia, regime ou forma de governo que se define, como: “Governo de nobres, do qual participa o povo; governo exercido pela aristocracia, mas com tendências democráticas.”
            Por que penso assim? Primeiro por constatar que os políticos no Brasil vivem na “Ilha da Fantasia”, também conhecida como Brasília, alheios aos reclamos e às necessidades fundamentais do povo. Vivendo num nível de vida e cercados de privilégios que passam muito longe dos seus eleitores. No próprio Congresso há uma divisão de classes: “o alto e o baixo clero.” O primeiro formado pelos aristocratas e o segundo pelos menos famosos, abastados e espertos.  Nesse contexto o povo e suas necessidades e aspirações são meros detalhes que só servem como temas de discursos em época de eleições. Não fazem política, apenas politicagem demagógica e partidária. A luta não é em favor da população, mas dos interesses político-partidários e individuais.  É triste, mas lamentavelmente é a pura verdade.

terça-feira, 28 de maio de 2013

TATUAGEM, SIM OU NÃO?



Perguntaram-me o que penso sobre o crente usar tatuagem. Como fui apanhado de surpresa, pois nunca fui interrogado sobre essa questão, fiz uma breve pesquisa e anotei alguns dados históricos. “O seu uso remonta ao Egito, nos anos 4000 a 2000 a.C. Seu declínio como tatuagem tribal, na Europa, ocorreu com a expansão do Cristianismo.”
            “Nas Seitas do Islamismo, os Sunitas a proíbem e os Xiitas não. Na idade Média a Igreja Romana a proibia, atualmente é indiferente. Os Judeus, com base no Antigo Testamento, Levítico 19. Vs. 28 a proíbem. Os polinésios, filipinos, indonésios e neozelandeses usam-na como símbolos religiosos. Algumas Máfias, dentre elas, a japonesa, a usam (ou usavam) para identificar os seus integrantes.”
            Pessoalmente, examinando o já citado texto de Levítico 19.28: “Pelos mortos não ferireis a vossa carne; nem fareis marca nenhuma sobre vós; Eu Sou o Senhor.” (Versão de Almeida, Revista a Atualizada. SBB). “Não fareis incisões na vossa carne, por algum morto; nem fareis figuras algumas, ou ferretes sobre o vosso corpo. Eu Sou o Senhor.” (Tradução do Padre Antonio Pereira de Figueiredo-SBU) chego à conclusão que essa questão do crente usar ou não tatuagens, se enquadra no que Paulo recomenda em 1 Coríntios 6. 12 e Filipenses 4.8: “Todas as coisa me são lícitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas.” “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que respeitável, tudo o que é justo, tudo o que puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.” Há, ainda a advertência do mesmo apóstolo: “Será que vocês não sabem que o corpo de vocês é o tempo do Espírito Santo, que vive em vocês e lhes foi dado por Deus?” 1 Coríntios 6. 19-BLH). Não sei se respondi a contendo, porém é o que eu penso.
NOTA: “Ferrete” e um instrumento que era usado para marcar escravos.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

O MINISTRO ESTÁ CERTO



Desejo comentar as declarações do Senhor Ministro Joaquim Barbosa, Presidente do STF, feitas aos alunos de uma Universidade de Brasília e divulgadas pela Mídia, a respeito dos Partidos e dos políticos brasileiros. Declarações essas que motivaram várias reações por parte de Deputados e Senadores, especialmente daqueles que formam a base do atual Governo. Quero iniciar o meu comentário lembrando dois adágios muito antigos. Um deles diz: “Quem fala a verdade não merece castigo.” O outro afirma: “A verdade dói.”
            Em minha opinião, o Ministro está absolutamente certo ao declarar que:
“Os Partidos Políticos brasileiros não têm programa e ideologias definidos, e que os políticos só fazem o que o Executivo quer.” E ele está coberto de razão. Basta lembrar que a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, que tem entre os seus membros, dois deputados condenados pela justiça, aprovou propostas que procuram cecear as atividades do Ministério Público em sua ação investigativa, e minimizar os poderes do próprio STF. Propostas, que se aprovadas, tornarão a impunidade, que já é epidêmica, em endêmica, em nosso País. Por outro lado, os Srs. Deputados e Senadores recebem, sem reclamar, uma enxurrada de MP (Medidas Provisórias) procedentes do Poder Executivo, como a que se referia aos Portos Brasileiros que provocou um desagradável espetáculo de baixaria por parte dos senhores Deputados, e varam a noite para votarem as tais medidas.        
            O Ministro tem razão em afirmar que os políticos brasileiros buscam o poder pelo poder. E aqui, eu acrescento, para se utilizarem do poder em beneficio próprio e em favor dos seus apadrinhados. Reitero o que já declarei recentemente, que: “os nossos políticos não fazem Política (Ciência do governo dos povos; arte de dirigir as relações entre os estados.) Porém, unicamente politicagem partidária.”
            Mais uma vez, meus aplausos ao Senhor Ministro Joaquim Barbosa, MD Presidente da mais Alta Corte brasileira.

sábado, 18 de maio de 2013

CRISE CONSTITUCIONAL



Só faltava mais essa. A Câmara dos Deputados, como se não bastasse manter na Comissão de Constituição e Justiça dois Deputados do PT, condenados pela Justiça e manter em discussão a PEC que visa cassar a autoridade do Ministério Público de investigar denúncias de crimes de corrupção, e de outras falcatruas públicas, concentrando toda essa ação nas mãos da Polícia, numa tentativa clara de liberar os vários tipos de corrupção. Agora, a mesma Comissão de Constituição e Justiça aprovou uma medida que tenta limitar os poderes do Supremo Tribunal de Justiça, subordinando as suas decisões ao Congresso Nacional. Creio que essa “forra” pega muito mal para um país cuja Democracia é ainda muito incipiente e sujeita à “ventos, trovões e relâmpagos.”
É bom lembrar que o Supremo Tribunal Federal é o guardião da Constituição e como tal tem a palavra final sobre matéria constitucional.
Tudo isso me faz lembrar do General De Goule quando disse que: “O Brasil não é um país sério.” As atitudes e comportamento dos nossos políticos parecem-me justificar tal declaração. É triste, porém é a verdade.