domingo, 15 de abril de 2012

A PÁSCOA CRISTÃ

“Porque a nossa Festa da Páscoa está pronta, agora que Cristo, nosso Cordeiro da Páscoa já foi oferecido em sacrifício.” ( 1 Co 5.7-BLH) Festa da Páscoa é, no Calendário Israelita, a mais importante comemoração, pois diz respeito à libertação do povo, após quatrocentos e trinta anos de escravidão no Egito. Foi instituída quando da ocorrência da última praga que Deus fizera cair sobre toda a terra do Egito. Em Êxodo cap. 12 encontramos o registro e as instruções sobre como os israelitas deveriam agir naquela noite. Cada família deveria tomar para si um cordeiro, sem defeito, macho, de um ano que, no crepúsculo da tarde do dia 14 do mês de Nisã ( Mais ou menos em 1º de abril, em nosso calendário) deveria ser morto e o seu sangue deveria ser posto em ambas as ombreiras (Batentes verticais das portas) e nas vergas (A travessa de madeira de cima dos batentes) e a sua carne deveria ser assada no fogo e comida com pães asmos e ervas amargas. Todos deveriam estar prontos para deixarem as suas casas e iniciar a jornada rumo à Terra Prometida. Naquela noite o Senhor passaria por sobre toda a terra do Egito e nas casas onde não houvesse o sangue aspergido em suas portas, o primogênito daquela casa seria morto. O sangue seria o sinal para o livramento A Páscoa Cristã tem algumas similitudes com a Páscoa dos Judeus. Em ambas não há “coelhos e nem ovos de chocolate.” No entanto, há o Cordeiro. Há Libertação de Cativeiro. Há Sangue, como um Sinal para Deus. Há a Promessa de uma Nova Terra e um Novo Céu. Todavia, na Páscoa Cristã o Cordeiro não foi providenciado pelas famílias e nem era propriedade delas e que, tendo sido morto, foi usado como alimento. Em nossa Páscoa o Cordeiro é de Deus, como anunciou João Batista: “Eis o Cordeiro de Deus!” (João 1.29). Ele morreu e seu sangue foi derramado, porém Ele ressuscitou. É dele a declaração: “Não temas; eu sou o primeiro e o ultimo, e aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos.” (Ap. 1.17,18) Na Páscoa Judaica, o sangue era um Sinal colocado nas portas das casas. Na Páscoa Cristã, como afirma o apóstolo João: “O sangue de Jesus, seu Filho, que nos purifica de todo pecado.” ( 1 João 1.7) foi derramado na Cruz e caiu sobre a terra, no Monte Calvário( João 19. 17,18), não apenas como um Sinal temporário e restrito a um povo, mas permanente e como um sinal para todos os povos. Sangue através do qual, Deus nos vê “Justificados diante dEle, por meio da fé em Seu Filho Jesus Cristo” ( Romanos 5.1). A Páscoa Judaica marcou o momento em que o povo de Israel estaria sendo libertado da escravidão no Egito. Todavia, essa libertação era de natureza física, social, religiosa e política, porém temporária. A Libertação que a Páscoa Cristã nos lembra é de natureza espiritual cujo alcance é eterno. É a Libertação da condenação e do domínio do pecado. É isso que o apóstolo Paulo nos mostra: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da vida em Cristo Jesus nos livrou da lei do pecado e da morte.” ( Romanos 8.1,2). É nisto que está a diferença entre a Páscoa Judaica e a Páscoa Cristã. Cristo, o Cordeiro de nossa Páscoa se ofereceu por nós. Tomou o nosso lugar e garantiu-nos a vitória sobre o pecado e a morte. Realidades que levaram o apóstolo Paulo a exultação ao declarar: “A morte está destruída! A vitória é completa!” “Onde está, ó morte, a sua vitória? Onde está, ó morte, o seu poder de ferir?” “O que dá à morte o poder de ferir é o pecado, e o que dá ao pecado o poder de ferir é a lei. Mas agradeçamos a Deus, que nós dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo!” ( 1 Co 15. 54-56). Rendamos, pois, Graças ao Cordeiro que foi morte e reviveu. A ele toda Honra, Louvor e Glória

O SEGREDO DA FELICIDADE

Creio que todos nós desejamos ser felizes. Lembro-me, quando ainda garoto, que os meus pais ouviam uma rádio-novela que marcou época na radiofonia brasileira, cujo título, era: “Em busca da Felicidade.” Mas, o que é ser feliz? O que, afinal, é a felicidade? Nesses nossos dias de pós-modernidade, o conceito de felicidade está ligado diretamente ao verbo TER. Só é feliz quem tem. Tem dinheiro, tem fama, tem popularidade, tem status social, tem saúde e coisas dessa ordem. Faz alguns dias vi, na TV, uma reportagem sobre um Marajá indiano que vivia num palácio que só de quartos tinha um total de trezentos. No entanto, ao ser entrevistado declarou à repórter, que não era feliz. Esse não é um fato isolado, eu mesmo conheço pessoalmente, outros exemplos que nos atestam que Ter, não é fonte e nem a garantia de felicidade, pois como declarou o Senhor Jesus: “A vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui.” (Lucas 12. 15) Então onde encontrar a felicidade? Há um adágio que diz que: “A felicidade está onde nunca a pomos.” Todavia, com base na Bíblia, que é o nosso Manual de Vida e como tal explica como deve funcionar a vida humana, posto que: “Ela é inspirada por Deus e é útil para ensinar a verdade, combater o erro, corrigir as faltas e ensinar a maneira certa de viver.” ( 2 Timóteo 3.16-BLH). Nela encontramos o registro, no Salmo 1º, de uma figura que demonstra o que é ser feliz. Examinemos o texto: “Essas pessoas são como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido.” (Vs.3). O salmista fala em árvore, não é grama e nem relva, mas árvore. Árvore plantada, que significa segurança, firmeza. Junto a corrente de águas o que lhe permite produzir seus frutos no tempo certo, ou seja, ter uma vida equilibrada. E sua folhagem não murcha, ou seja, sua beleza é permanente e tudo quanto faz prospera, o que significa êxito constante. Como proceder para viver uma vida assim? Qual é a fórmula? A resposta está no início do Salmo, onde encontramos registrada a declaração do salmista: “Felizes são aqueles que não se deixam levar pelos conselhos dos maus, que não seguem o exemplo dos que não querem saber de Deus e que não se juntam com os que zombam de tudo o que sagrado! Pelo contrário, o prazer deles está na Lei do Senhor e nessa Lei eles meditam dia e noite.” (Vs.1,2) A receita para a felicidade consiste em ter prazer na Lei do Senhor e meditar nela, tendo o cuidado de pautar a vida pelas normas estabelecidas por Deus como as que Pedro recomenda em sua Carta: “Quem quiser gozar a vida e ter dias felizes não fale coisas más e não conte mentiras. Afaste-se do mal e faça o bem; procure a paz e faça tudo para alcançá-la.” ( 1 Pedro 3.10). Creio que você e eu, conhecemos pessoas que não tem a quem amar e nem ao que amar. Não tem o que fazer e muito menos o que esperar. Pessoas que só têm uma coisa: Dinheiro. E dinheiro, você sabe, pode comprar quase tudo, menos a felicidade. “Assim, afirma Jesus, são aqueles que entesouram para si mesmos e não são ricos para com Deus.” (Lucas 12.21).

sábado, 14 de abril de 2012

DROGAS.MAL DO SÉCULO

Dentre os vários problemas que assolam a nossa sociedade, em especial, os seus componentes mais jovens hoje, é a questão das drogas, sem dúvida, um dos mais maléficos e destrutivos. Ele é generalizado e atinge pessoas das mais variadas classes sociais, econômicas e culturais. Hoje podemos afirmar com plena certeza, que este é um problema universal, envolve todos os paises. É, uma epidemia presente em todo o mundo. E por que é assim? Por que é um problema do homem, e o homem é homem em qualquer parte do mundo. E as causas? Segundo os estudiosos do problema, são várias. As de natureza social, como a desestruturação da família, a inversão dos valores. As econômicas: desemprego falta de qualificação profissional, baixos salários e ainda a situação do baixo nível do ensino público. Há ainda as causas de natureza psicológica e emocional: Insegurança, ansiedade, solidão, falta de perspectivas e de realização pessoal, frustrações e fuga da realidade, entre outras. Pessoalmente creio que esses fatores cooperam para a existência do problema. Todavia, em minha opinião, a causa básica é de natureza espiritual. Essa situação resulta da alienação do homem em relação a Deus, seu Criador. “Deus é a necessidade das necessidades.” Disse Rui Barbosa. “Tu nos criaste para Ti e só teremos paz quando estivermos em Ti.” Afirmava Stº Agostinho. “A minha alma tem sede de Deus, do Deus Vivo.” Declarava o Rei Davi. É necessário lembrar que o homem não é apenas um animal racional. Ele é o único ser que possui duas dimensões: A Vertical e a Horizontal, que o permitem interagir com Deus e com o seu semelhante bem como com a natureza que o cerca, de cuja preservação foi ele responsabilizado por Deus que o criou à Sua Imagem e Semelhança ( Ver Gênesis 1.26-28) Foi o rompimento de suas relações com Deus que gerou o vazio que há na alma humana. Ao afastar-se do seu Criador devido à sua desobediência, o homem iniciou um processo de degradação e aviltamento. Ele foi criado para viver em harmonia com Deus, com o seu semelhante, com a natureza e consigo mesmo. O propósito de Deus era que o homem tivesse uma vida “teocêntrica”, ou seja, Deus no centro, porém ele optou por uma vida “antropocêntrica” ele é o centro. Como o profeta Jonas, ele preferiu “fugir de Deus.” (Ver Jonas 1.3). O uso das drogas proporciona “viagens”, “devaneios”, “fuga da realidade”, “poder e auto-suficiência.” Porém custa muito caro. Custa a liberdade, o amor próprio e mais que isso, custa a vida, que é o dom mais precioso que o ser humano possui. As soluções que têm sido utilizadas, tais como: o combate ao tráfico, o tratamento dos viciados, as campanhas publicitárias não estão produzindo os resultados esperados. A solução está no singular. Há uma só: Cristo na vida pessoal, no contexto da família e no conjunto da Nação. Estou falando em Cristo, não “sobre” Cristo, ou “sobre” religião. Saber sobre Cristo, professar uma religião, não resolve. O que resolve é Cristo na vida de cada um, individualmente, e na vida da família. Isso porque só Cristo pode libertar o homem do jugo do pecado. É dele a declaração: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” (João 8.36) E o apóstolo Paulo afirma: “Se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; e eis que se fizeram novas.”( 2 Coríntios 5.17) E Jesus afirma de modo claro, enfático, peremptório e categórico: “Porque sem mim nada podeis fazer.” (João 15.7). Fora de Cristo não há, não existe solução. Essa é a Verdade afirmada e reafirmada pelas Escrituras Sagradas

quinta-feira, 12 de abril de 2012

O PROBLEMA DA MORTE

“Assim diz o Senhor: “Põe em ordem a tua casa, porque morrerás, e não viverás.” (Isaias 38.1b.) O ser humano, tanto homens como mulheres, enfrentam e vivem realidades e problemas comuns. O Senhor adverte aos seus seguidores sobre esse fato dizendo:- “No mundo passais por aflições...” (João 16.33). Isso, todavia, não diz respeito apenas aos que são cristãos, é algo a que todos estamos sujeitos. Porém, nem todas as experiências, os problemas e as situações aflitivas são as mesmas para todos nós e acontecem nas mesmas proporções e com a mesma intensidade. Há, no entanto, um problema que nos é comum e envolve a todos nós indistintamente quer ricos como pobres, cultos como iletrados. Um problema que a ciência e a tecnologia, com todo o seu avanço e o seu esforço, nem a educação, a medicina e as religiões podem resolver. É um problema insolúvel. Refiro-me à velhice. Davi, no Salmo 37 declara: “Fui moço, e já, agora, sou velho.” (Vs.25). E seu filho, o sábio Salomão, adverte: “Lembre do seu Criador enquanto você ainda é jovem, antes que venham os dias maus e cheguem os anos em que você dirá: “Não tenho mais prazer na vida.” Eclesiastes 12. 1.-BLH). Já Moisés, o grande legislador de Israel, nos lembra: “Só vivemos uns setenta anos, e os mais fortes chegam aos oitenta, mas esses anos só trazem canseira e aflições. “A vida passa logo e nós desaperecemos.” ( Salmo 90.10-BLH) Embora hoje, em nosso país como em muitos outros, mundo a fora, a longevidade tenha aumentado, não há como livrar-nos da velhice. Nem cirurgia plástica, nem malhação, nem maquiagem e muito menos pintura dos cabelos. Nada nos livra dessa inexorável realidade que nos envolve e nos acomete a todos. Há, todavia, um outro problema que nos é comum e é muito, mas muito sério e muito mais grave. Refiro-me a morte. O escritor da Carta aos Hebreus nos diz: “Cada pessoa tem de morrer uma só vez e depois ser julgada por Deus.” (Cap. 9.27) Embora o homem não tenha sido criado para morrer, como nos mostra Salomão ao declarar que: “Tudo fez Deus formoso (perfeito) no seu tempo; e também pôs a eternidade no coração do homem...” (Eclesiastes 3.11). E por meio do apóstolo Paulo tomamos conhecimento de como a morte veio a existir: “O pecado entrou no mundo por meio de um só homem, e o seu pecado trouxe consigo a morte. Como resultado, a morte se espalhou por toda a raça humana porque todos pecaram.” (Romanos 5.12-BLH). Porém, para esse problema, que é terrivelmente mais sério e grave do que a velhice, para este há remédio, há provisão que está ao alcance de todos, pois Deus já a providenciou. Vejamos o que nos diz Paulo: “O salário do pecado é a morte, mas o presente gratuito de Deus é a vida eterna, que temos em união com Cristo Jesus, nosso Senhor. Agora já não há nenhuma condenação para as pessoas que estão unidas com Cristo Jesus. Pois a lei do Espírito de Deus, que nos trouxe vida por estarmos unidos com Cristo Jesus, livrou você da lei do pecado e da morte.”(Romanos 5.12 e 8.1,2-BLH) E o próprio Jesus declara: “ Eu afirmo a vocês que isso é verdade, quem ouve as minhas palavras e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não seja julgado, mas já passou da morte para a vida.” (João 5.24). No entanto, é bom saber que só e unicamente Jesus, tem a solução. Sem ele, nada é possível. (João 15.7

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

ENSINA A CRIANÇA


“Ensina a criança no caminho em que deve
andar, e ainda quando for velho não se desviará
dele” Pv 22.6.


Os noticiários da Mídia registram, no seu dia a dia, farto material sobre abusos com crianças. São recém-nascidos abandonados em lixeiras; em portas de casas; em banheiros de hospitais e até jogados nas ruas para serem atropelados; bem como da prostituição de menores. As cracolândias; as gangues de menores de rua, que assaltam e se drogam em pleno dia. Destacam a incidência da pedofilia até nos meios religiosos. Fatos que tornam claro o descaso que envolve a criança e, por conseqüência, o aviltamento do valor, da importância da vida humana, em nossos dias.
Tudo isso é, sem dúvida, efeito de algumas causas. A primeira delas é a desestruturação da família. Forçadas pelo problema econômico as mães passaram a trabalhar fora do lar; os pais chegam tarde do trabalho; os filhos, quando estão na escola, na maioria dos casos, freqüentam turnos diferentes, e com isso a família não tem mais a oportunidade de estar junta, reunida. Um outro fator muito mais grave ainda, é a forma de como o casamento vem sendo tratado, além do despreparo daqueles que tomam a decisão de unir suas vidas para viverem juntos, na relação de marido e mulher, ignorando as responsabilidades que assumirão, nas relações de uma vida a dois bem como em relação aos novos seres que trarão à existência.

Não pretendendo ficar citando “chavões,” pensamentos ou frases de efeito sobre a importância da instituição familiar. Todavia, quero lembrar que a família, que é uma instituição social, foi criada, não pela sociedade humana, mas pelo próprio Deus. (Gn 2.18-25). Esse fato justifica e nos dá a dimensão de sua importância para o ser humano e, por extensão, para toda a sociedade.
No Novo Testamento vemos como Jesus agia em relação às crianças. “Nós o vemos repreendendo os seus discípulos que tentavam impedir que elas se aproximassem dele.” E Mateus nos diz que: “ele impunha suas mãos sobre elas, num gesto de abençoá-las.” ( Mt 19.13-15). Marcos registra que “ele, as tomava nos seus braços e impondo-lhes as mãos as abençoava” ( Mc 10.13-16). E Lucas nos informa que “ele as chamava para junto dele” ( Lc 18.15-17). Porém a atitude de Jesus que nos dá a verdadeira dimensão da importância que ele atribuía às crianças, está no registro de Mateus 18.1-5, exatamente no momento em que seus discípulos lhe interrogavam sobre “quem seria o maior no reino dos céus”, e Jesus, tomando uma criança a “coloca no meio deles”.
Esta atitude de Jesus deixa clara a importância das crianças. O seu lugar é no Centro. No Centro da Família, no Centro da Escola, No Centro da Igreja. No Centro dos projetos prioritários dos governos. No Centro dos interesses maiores da Nação. Porque um Povo, uma Nação, Um País que não cuida das suas crianças, não terá nenhuma perspectiva quanto ao seu futuro. Cuidar, Amar, Ensinar, Educar e Alimentar, as suas crianças, que é uma das suas principais riquezas, faz de um povo, de um país, uma Grande Nação.

VIVENDO NA CONFIANÇA DE DEUS


Habacuque, profeta cujo ministério ocorreu por volta do século VII a.C. mostrava-se perturbado diante da situação de impiedade e indiferença para com a vida espiritual e moral do seu povo e com a aparente relutância de Deus em agir diante de tal situação. Sua oração nos revela toda a sua perplexidade e aflição: “Ó Senhor Deus, até quando pedirei ajuda e não me atenderás? Até quando gritarei: Violência, e tu não nos salvarás? Por que me fazes ver tanta maldade? Por que toleras a injustiça? Estou cercado de destruição e violência; há brigas e lutas por toda a parte. Por isso, ninguém obedece à lei, e a justiça nunca vence. Os maus levam vantagem sobre os bons, e a justiça é torcida” ( Habacuque 1.1-4 –BLH ). Diante da angústia do seu profeta Deus lhe responde: “O Senhor diz ao seu povo: olhem as nações em volta de vocês e fiquem admirados e assustados. Pois o que vou fazer agora é uma coisa em que vocês não acreditariam, mesmo que alguém contasse” ( Vs. 1.5 ). “Diante dessa “palavra do Senhor Habacuque diz a si mesmo:” Vou subir a minha torre de vigia e vou esperar com atenção o que Deus vai dizer e como vai responder à minha queixa” ( Habacuque 2.1-BLH ).
Não desejando tornar-me repetitivo, sou, no entanto, forçado a reiterar o que já tenho afirmado em outras oportunidades, que essa situação, aqui descrita pelo profeta, é a realidade que nos cerca hoje. É o retrato fiel do que vemos em nosso país, como no resto do mundo: “Destruição, violência, desrespeito às leis, injustiça, impunidade, a prevalência dos maus sobre os bons e justos.” Eu e você, que confiamos na Palavra de Deus, precisamos, não apenas estar atentos como, principalmente, cumprindo a nossa missão que é a mesma que o Senhor havia atribuido ao seu profeta, qual seja:
-Escrever a Mensagem recebida do Senhor, com clareza para que pudesse ser lida com facilidade e não deixar dúvidas ( Cap. 2.2-BLH );
-Reafirmar que há um tempo determinado pelo mesmo Senhor quando então ele irá agir, e que esse tempo certo vai chegar logo ( Cap. 2.3- BLH);
-Mostrar o que o próprio Deus afirma: “Os maus não terão segurança, mas as pessoas corretas viverão ( não meramente por serem corretas) mas por serem fiéis a Deus e confiarem nele” (Cap. 2.4);
- Enfatizar que o justo, ou seja, aquele que foi justificado mediante a fé em Cristo Jesus, goza paz e segurança, pois vive e se sustenta na confiança em Deus, o Senhor. (Cap. 2.4 e Romanos 5.1).
E Habacuque termina, não mais abalado e ansioso, mas declarando a sua firmeza de fé:-” O Senhor Deus é a minha força. Ele torna o meu andar firme como o de uma corça e me leva as montanhas onde estarei seguro”. ( Cap. 3.19 BLH ).

CONFISSÃO

Confesso, sem nenhuma reserva, que já fui taxado de “Velho, Louco e Radical,” e, por último, de “Simplista.” Comentei cada uma delas, sem nenhuma dificuldade ou neura e as registrei nos blogs: reflexojovem.wordpress, e no www. Rev.ramalho.blogspot.com. Agora estou me sentindo forçado, pela realidade que me envolve e no contexto eclesiástico em que vivo, a fazer uma “Confissão.” Eu estou me sentindo “Anacrônico.” Não no sentido de ser: “oposto à cronologia ou desatualizado,” conforme a definição do termo, porém triste e um tanto perplexo diante do que tenho assistido quanto ao comportamento humano, nos dias que vivemos.

Provavelmente, isso seja devido aos meus 80 anos de idade, 60 anos de casado, 57 anos de vida cristã e 51 de Ordenação Ministerial. O que equivale dizer que, eu sou de outra época, de outro tempo. Época na qual o casamento era a união de um homem com uma mulher. Em que os pais educavam os seus filhos e não os matavam, ou os abandonavam nas lixeiras, nas calçadas, nos banheiros dos hospitais ou os jogavam na rua através das janelas dos seus veículos, para serem atropelados e mortos. Época em que os filhos pediam a bênção dos pais e alguns beijavam a sua mão e os chamavam de senhor e senhora. Tempo em que a família se reunia em torno da mesa de jantar para um bate papo informal, mas muito proveitoso. Época em que as Igrejas Evangélicas pregavam ao povo mensagens de arrependimento, de renúncia, de porta estreita e caminho apertado, do poder do sangue de Cristo, de sua morte e ressurreição. Do tempo em que as lideranças das igrejas estavam interessadas na expansão do Reino de Deus e não apenas no crescimento do seu grupo e na influência pessoal dos seus líderes. Época em que o principal utensílio do mobiliário dos templos, era o Púlpito, a Tribuna Sagrada, e não a estridente bateria. Tempo em que, após o término dos cultos, o povo esperava o pastor ou o pregador, que usam paletó e gravata, chegar até à porta para cumprimentar os crentes e os visitantes. Época em que, Culto, era Culto de adoração, de louvor e de pregação da Palavra de Deus, e não Shows agitados e barulhentos. Tempo em que a identidade das igrejas, dos vários seguimentos denominacionais, era conhecida por suas doutrinas, sua estrutura de governo, forma de batismo e por sua liturgia. Época em que os pregadores falavam não das coisas que as pessoas queriam ouvir, porém daquilo que elas precisavam ouvir. Mostrando-lhes que: “a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui.” (Lucas 12.15). Alertando-as que: “de nada aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma.” (Marcos 8.36). Tempo em que os crentes conheciam e se esforçavam para praticar os preceitos contidos em textos como: Salmo 1º vs. 1,2; Romanos 12. vs.1,2 e Efésios 5. vs.1 a13. Época em que o desejo, o empenho e o propósito dos crentes, tinham como objetivo agradar a Deus e não ao mundo. Tempo em que se sentiam confortados em observar a 9ª Bem-aventurança. (Mateus 5.11,12.)
É claro que entendo que tudo isso é resultado do fato do homem ter se afastado de Deus, na tentativa de viver a sua vida, não tendo nenhum comprometimento com o seu Criador e Senhor. Na vã e ilusória esperança de bastar-se a si mesmo, descartando Deus da sua existência. Como também sei e creio na palavra do Apóstolo Paulo, ao afirmar que: “Os homens maus, perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados” ( 2 Timóteo 3.13). Tudo isso, sem dúvida, revela que eu sou de uma época e de uma espécie em extinção. Todavia, pela Graça de Deus, eu posso dizer como o apóstolo: “É por isso que sofro essas coisas. Mas eu ainda tenho muita confiança, pois sei em quem tenho crido e estou certo de que ele é poderoso para guardar, até aquele dia, aquilo que ele me confiou.” ( 2 Timóteo 1.vs. 12 ).
A Ele toda Honra e Glória. Aleluia! Amém e Amém!